Aconteceu ao final do almoço do domingo, dia da Nossa Consagração ao Santo Anjo da Guarda, na Obra dos Santos Anjos, em Anápolis. Era janeiro de 2026.
Foram anos frequentando o Mosteiro, até que recebemos o convite de nosso Diretor Espiritual, Padre Paulus, para realizarmos um ano de formação para a Consagração.
Neste tempo amadurecemos o tema, inclusive sobre a transcendência da nossa existência, os seres angélicos, o mundo invisível, que existe, mas que nos é tão pouco perceptível nesta era digital de tantos estímulos.
Para mim em especial, sempre foi muito difícil concentrar-me plenamente na Oração e Adoração Eucarística, de ver além do aparente, de ser menos cético e mais fiel. Sempre achava complicado demais escutar a Deus e ainda mais meu Santo Anjo da Guarda. É preciso humidade para admitir que sabemos tão pouco sobre essas realidades divinas, mas também pudera, quanto materialismo até dentro das nossas Igrejas.
Talvez por tudo isso e minha história cheia de conceitos e razões, fiquei tão impactado com o ocorrido. Tanto que não consegui conter o choro incessante, mesmo com outras pessoas na mesa, já que o retiro estava lotado.
Comi pouco naquele dia. Algumas coisas me angustiavam e, de fato, esperava o que sempre pedimos a Deus nas tribulações, consolação.
Sempre fica um “santinho” em cada lugar das mesas nos Retiros. Eu já havia recebido aquele em outros Retiros. Eu já havia visto aquela imagem tão bela do Santo Anjo, pintura da filha de mãe Gabriela, Roswhita Bitterlich.
Preciso contar que, como estudei na Europa e falo alemão, procurei, na internet, uns meses antes, tudo sobre as pinturas de Roswhita, inclusive no site da Academia Alemã de Belas Artes. Baixei pinturas lindas que estão no descanso de tela do meu notebook. Entretanto, essa imagem especificadamente, eu não havia encontrado. Era como que se tivesse mantida oculta a mim, para ser desvelada naquele exato momento.
Terminei ligeiro o meu almoço e enquanto aguardava a oração final, antes de sairmos do refeitório, fitei a imagem do Santo Anjo, na capa do "santinho". Tive a impressão de que não entendia nada do que ela transmitia. Foi quando percebi que no verso havia a explicação para tão bela pintura.
Na medida que lia a explicação, caíam escamas dos meus olhos, eu lia e voltava para ver cada aspecto da imagem e como que um relâmpago, eu senti forte: esse é o meu anjo!
Depois ouvi na minha consciência (assim nos falam nossos Santos Anjos): "Eu sou o seu Anjo. Não temas. Tudo vai se resolver, no tempo de Deus. Estou e estarei sempre contigo protegendo e iluminando". Neste momento uma música que nunca havia escutado antes, do canto gregoriano que, com certeza referia-se a Nossa Mãe Santíssima, começou a me tocar profundamente.
Palavras são pouco para explicar. Fui tomado por uma consolação que só pode vir de Deus e foi quando me dei conta de que logo após o almoço faríamos a Consagração para meu melhor amigo, que sempre esteve comigo e tantas vezes eu nem liguei. Eu só consegui apontar para o "santinho" da minha esposa, indicando a ela que visse a imagem e lesse sua explicação no verso, o que a emocionou muito também.
Obrigado meu Santo Anjo da Guarda. Obrigado, minha Mãe Santíssima por sua intercessão junto a Seu Filho. Obrigado, Senhor por sua eterna misericórdia.


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