Estudo de coorte descritivo com 25 crianças com falência intestinal em nutrição parenteral (Centro de Reabilitação Intestinal, Hospital Samaritano-SP de 2019 a 2023), avaliando a função renal em dois momentos com ≥6 meses de intervalo.
Principais achados:
- 68% das crianças (17/25) tiveram ao menos uma alteração renal durante o acompanhamento.
- Disfunção glomerular: 22,7% no 1º momento e 4,2% no 2º — microalbuminúria e queda da taxa de filtração glomerular estimada, na maioria transitórias.
- Disfunção tubular (mais frequente): 56,5% e 37,5% — hipercalciúria (~40%) e baixa reabsorção tubular de fosfato (até 50% dos avaliados).
- Único fator de risco significativo para falência renal: intestino ultracurto, associado à disfunção glomerular (92% vs 40%; P = 0,02).
- Conclusão: crianças com falência intestinal devem ter monitoramento rotineiro das funções glomerular e tubular — a disfunção renal é comum e possivelmente influenciada pela gravidade da doença intestinal de base.
FONTE: da Mata et al. J Parenter Enteral Nutr. 2026;50:515-520. DOI: 10.1002/jpen.70059

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